Exibição faz parte de exposições exclusivas que poderão ser vistas nos Centros Culturais do SESI-SP em Sorocaba, Itapetininga, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto
Por: Sesi São José do Rio Preto
14/07/202611:34- atualizado às 11:34 em 14/07/2026

Em 2026, seis centros culturais do SESI-SP pelo estado receberão em seus espaços expositivos instalações artísticas únicas, criadas para cada local de exibição. Um deles é o Centro Cultural Sesi São José do Rio Preto, que recebe a obra “Tapicuru”, do artista plástico Maurício Adinolfi.
“Tapicuru”, de Maurício Adinolfi, é uma instalação site-specific criada para o foyer do teatro do Centro Cultural SESI São José do Rio Preto. Inspirada na carpintaria naval, com estrutura de madeira e ferro, a obra combina elementos de embarcações tradicionais com a forma orgânica da ossatura de uma baleia, criando um corpo híbrido que sugere simultaneamente barco, animal e arquitetura.
Seu desenho estrutural — composto por quilha, cavernas e proa — revela equilíbrio entre técnica e imaginação, convidando o público a circular e perceber suas tensões e detalhes. A presença de pássaros da região de Rio Preto, principalmente os tapicurus, amplia o sentido da obra ao evocar deslocamento, resistência e transformação.
Ao dialogar com os rios que moldam a região, como o Rio Preto e o Tietê, a instalação resgata memórias do território e propõe uma reflexão poética sobre travessia, movimento e pertencimento, conectando natureza, história e experiência humana.
As instalações da mostra são obras concebidas para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais dos ambientes e referem-se à linguagem visual site-specific. Ao apostar em exposições com instalações nesse formato, o SESI-SP estimula a produção artística contemporânea.
“Desde 2013, o SESI-SP realiza o projeto Espaço Galeria, que contempla exposições de artes visuais e propicia a circulação de obras originais. Ao mesmo tempo, o projeto amplia o acesso do público a experiências culturais gratuitas e de qualidade. Este ano, a iniciativa ganha uma versão especial, a Edição Site-Specific, com obras inéditas criadas especialmente para cada espaço expositivo. A escolha curatorial pelo conceito site-specific possibilita que cada mostra seja exclusiva, além de oferecer ao público uma experiência mais próxima, envolvente e significativa”, explica Larissa Lanza, analista de Atividades Culturais do SESI-SP.
A obra “Tapicuru” ficará exposta e aberta à visitação do público a partir de 16 de julho, no Foyer do Centro Cultural Sesi Rio Preto (avenida Duque de Caxias, 4656), de quarta-feira a sábado, das 10h às 20h, domingos e feriados, das 10h às 19h. A visitação é gratuita.
Sobre o projeto Espaço Galeria: Edição Site-Specific
O Serviço Social da Indústria – SESI-SP desenvolve ações que estimulam a criação, a circulação e o acesso à arte e cultura em suas múltiplas linguagens. Entre essas iniciativas, destaca-se o projeto Espaço Galeria, nos espaços expositivos dos centros culturais de Campinas, Itapetininga, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Rio Claro e Sorocaba. Criado em 2013, a iniciativa oferece exposições de artes visuais, propiciando a circulação de obras originais com embasamento curatorial e expografia específica.
Para 2026, teremos a edição “Espaço Galeria: Edição Site-Specific”. A proposta incentiva a produção contemporânea por meio da realização de obras inéditas concebidas para dialogar com as características arquitetônicas, simbólicas e sensoriais desses ambientes. O projeto é pensado em estreita relação com o espaço, proporcionando novas formas de percepção e experiência estética ao público.
Mais do que uma exposição, trata-se de um convite à reflexão sobre o espaço como elemento ativo da criação artística — um campo de interação entre obra, arquitetura e visitante, em sintonia com o compromisso do SESI-SP de ampliar e democratizar o acesso e o diálogo entre arte, cultura e sociedade.
Outras obras
Para o Espaço Galeria do Centro Cultural SESI Sorocaba, Adrianna Eu propôs “Um olhar para o mundo”, obra definida como uma imersão profunda na subjetividade humana. Para construí-la, ela utilizou milhares de metros de linhas de costura vermelhas e oitenta óculos antigos suspensos entre o teto e o chão. A obra cria uma “floresta em carne viva” que inverte papéis, fazendo com que o espectador se sinta observado pela própria peça.
No SESI de Itapetininga, o público vai contemplar “Folhas Avulsas”, instalação composta por 154 folhas fotografadas, modeladas em 3D e banhadas em ouro, suspensas por correntes metálicas que desenham curvas no ar, sustentando as folhas douradas que parecem flutuar e acompanhar o fluxo do ambiente. A obra reafirma o diálogo característico da expoente, Laura Vinci, com a arquitetura, transformando o espaço expositivo em um campo sensível de ritmo e suspensão.
Campinas recebe “Uma história fóssil”, instalação composta por uma torre de aço que faz circular, continuamente, água salgada coletada do mar de Santos. O fluxo da água — transparente e escura — evoca petróleo, matéria fóssil e a lógica de uma máquina industrial infinita. A obra conecta simbolicamente litoral e interior, deslocando o mar para dentro do Centro Cultural. O trabalho propõe uma reflexão poética sobre os oceanos, economia, imigração, indústria e meio ambiente.
Em São José dos Campos, ao acessar o Centro Cultural, o visitante será acolhido por uma canoa marcada por travessias, que sugere o início de uma jornada íntima e contemplativa. A instalação “MaréMorada” é assinada por Laura Gorski. Já “TRANS(OBRE)POR”, no Centro Cultural SESI Ribeirão Preto, investiga a coleta de elementos sonoros dispersos nos horizontes da cidade, num deslocamento entre som e imagem. A obra é de Marcelo Armani.